Sábado, Fevereiro 23, 2008

Companhia das Fábricas de Garrafas na Amora




«Até finais do século XIX, as unidades vidreiras instaladas, em Portugal, eram polivalentes e, logo, não especializadas. A maior parte, tendo começado por produzir vidraça, veio depois a dedicar-se também à produção de vidro de embalagem e de numerosos outros objectos, genericamente incluídos no ramo da cristalaria.

(...)

Durante aproximadamente duas décadas (anos 1890-1919), a tradição da indústria vidreira, nas margens do Douro, é interrompida. Assim, a garrafaria ali utilizada era fornecida por unidades, situadas noutras zonas do país, ou importada. Foi então que os responsáveis pela empresa proprietária da já referida Fábrica da Amora (Companhia das Fábricas de Garrafas na Amora) resolveram instalar uma fábrica de garrafas, junto ao rio Douro, desta vez na margem direita. Com efeito, em 1918 (14 de Março), a Câmara Municipal do Porto autorizou a dita sociedade a construir um edifício em terreno pertencente à Quinta do Freixo, em Campanhã. Aí viria a laborar uma importante fábrica de vidro de embalagem, durante precisamente meio século (1919-1969). Nas respectivas instalações, remodeladas e adaptadas, está actualmente instalada a sede da empresa de construção, Mota & C.ª.»

Fonte: Núcleo de Estudos de História Empresarial da Universidade Nova de Lisboa
Click aqui para ler todo o artigo

É uma pena que aquele produto turístico inovador, baseado na arqueologia industrial, que tanto enche a boca do Presidente de Câmara Municipal do Seixal, não contemple um destino mais digno para esta antiga fábrica de vidros da Amora.


Aquele que poderia ser um espaço de socialização de integração do património histórico e industrial com a natureza - A Baía Natural do Seixal - é, hoje, um mero acesso a mais uma grande superfície, erguida para dar a machadada final no comercio local e, simultâneamente, para financiar a obra que a autarquia não consegue fazer, em sequência da trinta anos de má gestão do dinheiro público.


O património... lá ficará a degradar-se para que os anos o convertam em perigo para a população, dando aos seus futuros demolidores o estatuto de protectores dos munícipes.

Sobre este tema têm vindo a ser desenvolvidos esforços pela parte da JSD. Para mais informações consulte o artigo publicado em:
http://juventudeseixal.blogspot.com/2008/02/bairro-dos-vidreiros-destruio-da-memria.html

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5 Comentários:

Às 12:53 AM, Anonymous Anónimo disse...


Muito importante o tema aqui abordado. a zona ribeirinha da amora de baixo está completamente descaracterizada. Onde podia ser um núcleo histórico da freguesia de Amora devidamente conservado com toda a riqueza que aquele aglomerado encerra pela traça das casas e pela sua história pois como já li num artigo da Catarina tratava-se de um bairro dos operários da fabrica dos vidros está agora aquela coisa feia e dispensável e de má qualidade que é o leclerc. E não se percebe porque não estão as obras da marginal feitas já que estas foram iniciadas pelo hipermercado. Se calhar já nem as faz. Que grandes negócios esta autarquia faz. Ou então é para fazer lá para 2009 no ano das eleições.



 
Às 1:02 AM, Anonymous Anónimo disse...


Será que o poder político de maioria CDU na camara do seixal aliciou o queimado e pampolin antiga fabrica de cortiça a fechar para que esta fizesse uma urbanização ou outro tipo de negocio a contento da autarquia? E indicios disso é que não houve manifestações pelo encerramento da fabrica. Alguém se lembra de manifestações à porta da fabrica de cortiça? As fabricas que fecham no norte tem sempre o sindicato com a companhia de Jeronimo de sousa quem se lembra dessas manifestações no seixal? na queimado e pampolim na Wicander? Talvez interessasse ao poder político da autarquia a CDU o fecho das fabricas? E interessasse menos o futuro dos trabalhadores. Aqui não foram contra os despedimentos.



 
Às 11:51 AM, Blogger hkt disse...


Haverá que acompanhar passo a passo o processo de classificação do Bairro dos Vidreiros/alemães tomada no passado mês de Janeiro pela Assembleia Municipal(por iniciativa do PSD). Dado o grau de degradação atingido por parte das casas do referido bairro todo o processo terá que ser celere. Não há lugar para o "empate" por isso, exige-se uma cidadania atenta de forma a evitar a perda irrecuperável daquele património.



 
Às 1:47 PM, Blogger Velas do Tejo disse...


Mais uma vez estamos a falar de património não classificado... enfim...



 
Às 8:59 PM, Anonymous www.jsdseixal.com disse...


PSD SEIXAL COLOCA OUTDOOR SOBRE DESTRUIÇÃO DO SAPAL.

VER TUDO EM:

www.juventudeseixal.blogspot.com

www.jsdseixal.com/blog



 

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